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28/04 2017

Chope x Cerveja: você sabe a diferença?

Publicado por: Carla Valentim

Happy hour pede um chopinho, né? Mas você sabe a diferença entre o chope e a cerveja? Há alguns mitos que vamos derrubar hoje. Se deu sede, abre uma e vem comigo beber e falar sobre cerveja.
A palavra chopp/chope deriva do alemão schoppen, que originalmente era um recipiente para líquidos e tradicionalmente na região sul da Alemanha e Suíça é um copo de meio de litro (de vinho ou cerveja). Em outras regiões próximas a medida equivale a 0,4 litros.
A teoria é que na época da colonização alemã por aqui, os colonos pediam cerveja dizendo: “ein schoppen bitte” ou “uma medida (de cerveja), por favor”.
Os brasileiros, boiando no idioma, concluíram que chope era a cerveja que saia direto da torneira. Ficou então instituído que no Brasil (e apenas no Brasil) chope é a cerveja armazenada em barris, resfriada ao passar pelas serpentinas e servida através de torneiras. Mas é correta essa nomenclatura?
Erroneamente, chamamos de chope a cerveja na pressão, que é a armazenada em barris com adição de dióxido de carbono ou uma mistura de dióxido de carbono e nitrogênio para prover pressão para a extração. O efeito desses gases contribui para a formação de espuma e a sensação frisante.
Outra diferenciação adotada de forma equivocada é relacionada à pasteurização: o chope não seria pasteurizado, mas a cerveja em lata ou garrafa sim. Na verdade não.
Pasteurização é um processo que estabiliza a cerveja, aquecendo-a a temperaturas relativamente altas a ponto de torná-la praticamente estéril, ou seja, sem (ou quase) microorganismos deteriorantes. Esse choque térmico então aumenta sua vida útil, o que permite que ela fique nas prateleiras por um tempo maior sem refrigeração. Hoje, porém, encontramos cervejas engarrafadas ou enlatadas não pasteurizadas e barris pasteurizados, por isso todo cuidado é pouco com essa afirmação.
Essa confusão conceitual, no entanto, não deve comprometer a experiência de degustar uma boa cerveja, seja ela na pressão, em garrafa ou em lata. A dica é privilegiar o consumo local, direto da fonte. Essa cerveja não atravessou oceanos, não sofreu com o calor ou armazenamento inadequado e por isso está fresca, com todas as características sensoriais implorando por um longo, calmo e revigorante gole.

Carla Valentim
Sommèliere de Cerveja, Idealizadora e CEO do Tour Cervejeiro
www.tourcervejeiro.com.br