5 erros comuns que podem comprometer o funcionamento da sua chopeira

5 erros comuns que podem comprometer o funcionamento da sua chopeira

Da instalação elétrica à limpeza, conheça cuidados simples que ajudam a evitar falhas e manter sua chopeira preparada para a operação

Sua chopeira está pronta para funcionar quando você mais precisa dela?

Na correria de bares, restaurantes, eventos e até encontros em casa, alguns cuidados acabam passando despercebidos. O problema é que pequenos descuidos podem resultar em chopp quente, excesso de espuma ou até na interrupção do serviço.

Para ajudar você a evitar essas situações, o blog da MEMO reuniu cinco erros comuns no uso da chopeira e orientações práticas para preveni-los. Confira! 

1. Não conferir a instalação elétrica

Você liga a chopeira e ela não funciona. O problema pode estar na alimentação elétrica, e não necessariamente no equipamento.

Antes de tudo, confira se a tensão da tomada corresponde à da chopeira. Um equipamento de 127 V não deve ser conectado a uma tomada de 220 V. Da mesma forma, uma chopeira de 220 V ligada a uma rede de 127 V não receberá a tensão necessária para funcionar corretamente.

Nas chopeiras de expansão direta, esse cuidado é ainda mais importante. A ligação em uma tomada com tensão incompatível pode comprometer o funcionamento e causar danos aos componentes do equipamento, incluindo o compressor.

Mas não basta conferir apenas a tensão da tomada. A estabilidade da rede elétrica também faz diferença.

Em bares, restaurantes e eventos, é comum que fritadeiras, televisores, equipamentos de som e outros aparelhos estejam ligados ao mesmo circuito. Dependendo da instalação e do consumo, isso pode provocar quedas de tensão e prejudicar o funcionamento da chopeira.

Como identificar problemas de tensão?

Nas chopeiras da linha HUG, o controlador digital pode exibir dois avisos importantes:

HV (High Voltage)

Indica que a tensão recebida está acima da faixa adequada. Como medida de proteção, a chopeira não inicia o funcionamento.
LV (Low Voltage)

Indica que a tensão recebida está abaixo da faixa necessária. Nesse caso, o equipamento também não inicia o funcionamento para proteger seus componentes.

Se um desses avisos aparecer, confira a compatibilidade da tensão e observe se outros equipamentos estão sobrecarregando o circuito. Caso o problema persista, procure um profissional qualificado para avaliar a instalação elétrica.

E nas chopeiras de expansão direta?

Diferentemente da linha HUG, as chopeiras de expansão direta não possuem o mesmo sistema de proteção de tensão. Por isso, uma ligação elétrica inadequada pode não só impedir imediatamente o funcionamento, mas ainda assim provocar danos ao equipamento.

Para chopeiras que não possuem proteção interna de tensão, uma alternativa é utilizar um protetor elétrico externo, como o Monivolt ou similar, conectado diretamente à tomada. Esse dispositivo ajuda a proteger o equipamento contra oscilações de tensão na rede elétrica.

Dica MEMO: antes de iniciar a operação, confira se a tensão da tomada é compatível com a chopeira e se o cabo de energia está conectado corretamente. Se houver dúvidas sobre a instalação ou a proteção elétrica do equipamento, procure orientação profissional.

2. Não deixar espaço para ventilação

A chopeira precisa de circulação de ar para que seu sistema de refrigeração funcione adequadamente. Por isso, evite posicioná-la muito próxima de paredes, outros equipamentos ou fontes de calor.

Nas chopeiras MEMO com ventilação lateral, mantenha 40 cm livres em cada lado. Nos modelos com ventilação vertical, preserve 40 cm livres acima do equipamento.

Se houver mais de uma chopeira com ventilação lateral no mesmo espaço, respeite o afastamento entre elas. O ar quente liberado por um equipamento pode prejudicar a circulação de ar do outro e comprometer a refrigeração. 

Lembre-se: o local de instalação também faz diferença!

Você também pode se interessar – Chopeira Elétrica ou Chopeira a Gelo: Qual é a melhor?

E qual chopeira é ideal para sua operação?

Além de cuidar da instalação e da ventilação, é importante escolher uma chopeira com capacidade adequada à demanda do seu negócio.

A linha HUG da MEMO conta com modelos de diferentes capacidades, desenvolvidos para atender necessidades variadas de serviço.

Está em dúvida sobre qual escolher? Assista ao vídeo e conheça as diferenças entre as chopeiras elétricas profissionais HUG de 60, 70 e 110 litros por hora.

3. Ignorar a linha de extração

Se o chopp está saindo com muita espuma ou o fluxo está irregular, nem sempre o problema está na chopeira. A pressão do CO₂, as mangueiras, as conexões e até as condições do barril podem interferir no serviço.

Por isso, antes de procurar uma falha mais complexa, vale conferir alguns pontos:

  • Pressão do CO₂: verifique se está corretamente regulada para a operação.
  • Mangueiras e conexões: observe se há dobras, vazamentos ou encaixes incompletos nas conexões DMfit.
  • O-rings: confira se apresentam sinais de desgaste, ressecamento ou danos que possam permitir a entrada de ar na linha.
  • Barril: verifique se há chopp, se o acoplamento está correto e se a boca do barril apresenta desgaste.

Essas verificações ajudam a identificar possíveis causas de excesso de espuma e falhas na extração.

Quer entender melhor os componentes envolvidos? Leia também:

4. Deixar água na linha após a limpeza

A limpeza da chopeira é essencial, mas os cuidados não terminam com o enxágue.

Quando a água utilizada no procedimento permanece na linha de extração, ela pode congelar caso a chopeira seja ligada antes de sua retirada. Isso pode obstruir a passagem e impedir que o chopp seja servido normalmente.

Para evitar esse problema, siga três cuidados importantes:

  1. Enxágue bem a linha: após a assepsia, remova completamente os resíduos do produto utilizado.
  2. Retire a água residual com CO₂: esse procedimento evita que a água permaneça na linha até a próxima utilização.
  3. Passe o chopp pela linha antes de ligar a chopeira: na próxima operação, certifique-se de que não há água residual na linha antes de iniciar a refrigeração.

Esses cuidados ajudam a prevenir o congelamento da linha e possíveis interrupções durante o atendimento.

5. Deixar a limpeza e a inspeção para depois

O último copo servido não significa que os cuidados com a chopeira terminaram.

Resíduos nas torneiras, mangueiras desgastadas, O-rings danificados e sujeira acumulada no condensador podem comprometer o funcionamento do equipamento na próxima utilização.

Por isso, a limpeza e a inspeção devem fazer parte da rotina, respeitando as necessidades de cada tipo de operação.

A frequência desses cuidados pode variar:

  • Delivery: a linha de extração deve ser limpa sempre que o equipamento retornar do cliente.
  • Pontos de venda (PDV): a limpeza da linha deve ser realizada ao final da operação, quando houver uma pausa superior a dois dias.
  • Cliente final: a limpeza deve ser feita ao término do uso. Se a chopeira for utilizada durante todo o fim de semana, por exemplo, o procedimento pode ser realizado ao final desse período.

Além da limpeza, é importante realizar a assepsia periódica da linha, das torneiras e das extratoras, seguindo as recomendações para cada tipo de operação.

Também vale inspecionar mangueiras, conexões, O-rings e condensador para identificar sinais de desgaste, vazamentos ou necessidade de manutenção.

Dica MEMO: não espere surgir um problema para cuidar da chopeira. Uma rotina de limpeza e inspeção ajuda a manter o equipamento preparado para a próxima operação.

Quer saber mais? Confira nosso artigo:

Cuidados simples fazem diferença na operação

Evitar problemas na chopeira não precisa ser complicado. Conferir a instalação, garantir a ventilação adequada, observar a linha de extração e manter a limpeza em dia são atitudes que ajudam a tornar o serviço mais tranquilo.

E quando o equipamento funciona como deve, fica mais fácil concentrar a atenção no que realmente importa: servir um bom chopp e proporcionar Melhores Momentos.

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Até a próxima!